quarta-feira, novembro 30, 2011

  Quando o coração bate aflito e aperta mesmo depois de tantas histórias, tantas dores de cabeça propositais com outros amantes (...) é amigo, isso tem um nome.
  Nome este, que me recuso a aceitar, me recuso até a pronunciar.
  Você não faz ideia do quanto dói, e ainda vai doer, vai doer, vai doer, vai doer...
  Tento torcer ao menos que doa o tempo necessário para você não aparecer com um belo sorriso no rosto e de mãos dadas com alguém que realmente importe para ti.
  Eu nunca fui parte integrante da sua vida, pelo jeito nunca vou ser. Mas tu foi da minha, AH E COMO FOI!
  Posso confessar? Ainda dá pra sentir o seu cheiro no meu cobertor, na minha cabeça ele nunca vai cheirar igual depois de você.
  Na minha mente, nada será tão divertido, novo, emocionante, fascinante, lindo como quando foi com você.
  Mas que besteira a minha, analiso a minha própria fraqueza com exímio cuidado. Pena que não tenho o mesmo cuidado de tornar esta o meu ponto forte.
  Não há como proceder com você por perto, não há como bolar planos infalíveis com você aqui.
  Saia, afaste-se! Me deixe só, como estás acostumado a fazer...



domingo, outubro 30, 2011

 E a tristeza que bate e abate, o vazio que vem e invade. Noite fria, madrugada triste. Dia raiou, a máscara da felicidade em minha cabeceira está posta. Até quando suportarei de pé? Não se sabe. Só sabe-se que a esperança em minhas entranhas é o que me mantém, é o suposto combustível para permanecer na ilusão, então.
 -Não saia por essa porta, disse em silêncio. -Não saia, gritando para dentro. Temo não se repetir essa alegria momentânea que mais vale por todas as alegrias eternas, internas, ternas...
 Que pare o tempo, que passe a vida. Que fique aqui, só aqui!

sexta-feira, setembro 30, 2011



Triste é saber que me encontro infeliz sabendo que visivelmente não faço falta alguma para ti. Mas quer saber o que é mais triste do que isso?

 É saber que quando eu voltar e você me der um abraço, me fazer aquele tipo de perguntas mínimas de consideração como "me conte o que aconteceu?" ou "pq vc sumiu tanto tempo?" eu me despirei desse sentimento de tristeza pra dar lugar, de novo, a uma maldita esperança.

 Inevitável, ridículo... saber que acabou (ou que nem começou), mas querer dar importância, querer fantasiar algo que NÃO VAI ACONTECER.

 Não tenho forças, estou presa a isso. Pelo menos declarar expressamente minha idiotice me faz sentir um pouco mais sóbria, um pouco mais consciente dos riscos que corro.

 Pois saiba que os pontos em minha barriga cicatrizarão, mas os do meu coração... talvez não.


 




terça-feira, setembro 13, 2011

 Liberdade, é disso que necessito agora. Liberdade desse sentimento, desse pensamento que insiste em permanecer presente em meu dia-a-dia!
 Me sentir livre não diz respeito à "jogar algo na cara" de alguém, ou mostrar que sou capaz de me sentir plena sem ti. Me sentir livre é gozar do meu amor próprio plenamente, sem interferências externas que me fazem desacreditar em tal cada vez mais...
 É assim que tem que ser.
 Recaídas? Elas fazem parte, mas a maior fraqueza eu não demonstrarei. Não existe mais tal possibilidade, não existe mais a chance de humilhar-me perante uma situação que só me trará triztezas e arrependimentos.
ACABOU! Game over pra você, meu caro.

terça-feira, setembro 06, 2011

 Em meio a tantos gostos, tantos estilos, tantas essências, tantas pessoas. Eu só enxergo você, to cansada desse clichê... isso só faz eu me perder!
 E tudo que eu mais queria me perder, é de alguém, que está perto mas está longe. Que se faz presente, mas se encontra ausente, quero me perder de você. Desse precisar!

segunda-feira, agosto 15, 2011



 Já perdi as contas de quantas vezes vi essas fotos, de quantas vezes ouvi aquela música que me leva de volta à aquela noite, quantas vezes lembrei-me daquele dia que não passa de um quinzena, mas parece ter passado uma eternidade. Tudo porque você não está mais aqui, eu errei tanto, me apeguei tanto, esperei tanto. Mas foi tudo tão inevitável, você se tornou inexplicavelmente inevitável para mim.
 Nunca havia tomado atitudes drásticas como as que tomei só para me sentir um pouco menos mal ao errar em plena madrugada, quando me embriago a fim de me sentir melhor mas acabo sentindo-me mais sozinha. Quando me esqueço que somos apenas amigos agora...
 E será que somos? E se eu não quiser isso? E se eu não quiser mais te ver? Sei que não vai ter jeito, aquele prédio é pequeno, mesmo sendo grande, essa cidade é muito pequena, mesmo sendo imensa. E o que eu sinto, sinto em dizer amigo, também é incalculavelmente gigante nesse momento.
 Hipérboles da minha vida, malditas! Quando insistem em aparecer, não suporto e desabo. Desabo sem ver, sem perceber que os que estão a minha volta percebem. É tudo tão demais que eu sinto medo, muito medo.
 Você não pode ouvir-me, nem vai ler-me e, a partir de agora, nem vai perceber-me... mais.

sábado, julho 30, 2011

 Por favor, não faça isso agora. Não amoleça meu coração! Estava tudo tão cômodo nesse gelo em que o coloquei que havia me esquecido de como era sorrir sem perceber dessa maneira que sorrio agora. Frases bobas, mentiras bem contadas e mensagens fofas.
 Tá tudo errado, não era pra você aparecer nesse momento! E o mais errado é eu me importar com isso, afinal havia resolvido ser feliz e "sozinha" por tempo indeterminado, apenas vagabundando e me divertindo sem pensar no amanhã. Pensar no amanhã dá trabalho e você me lembrou disso...
 A decisão de seguir ou não com isso se detém a mim, mas que droga. Volta Paulinha, volta pra geladeira com esse maldito coração!