domingo, outubro 30, 2011

 E a tristeza que bate e abate, o vazio que vem e invade. Noite fria, madrugada triste. Dia raiou, a máscara da felicidade em minha cabeceira está posta. Até quando suportarei de pé? Não se sabe. Só sabe-se que a esperança em minhas entranhas é o que me mantém, é o suposto combustível para permanecer na ilusão, então.
 -Não saia por essa porta, disse em silêncio. -Não saia, gritando para dentro. Temo não se repetir essa alegria momentânea que mais vale por todas as alegrias eternas, internas, ternas...
 Que pare o tempo, que passe a vida. Que fique aqui, só aqui!

sexta-feira, setembro 30, 2011



Triste é saber que me encontro infeliz sabendo que visivelmente não faço falta alguma para ti. Mas quer saber o que é mais triste do que isso?

 É saber que quando eu voltar e você me der um abraço, me fazer aquele tipo de perguntas mínimas de consideração como "me conte o que aconteceu?" ou "pq vc sumiu tanto tempo?" eu me despirei desse sentimento de tristeza pra dar lugar, de novo, a uma maldita esperança.

 Inevitável, ridículo... saber que acabou (ou que nem começou), mas querer dar importância, querer fantasiar algo que NÃO VAI ACONTECER.

 Não tenho forças, estou presa a isso. Pelo menos declarar expressamente minha idiotice me faz sentir um pouco mais sóbria, um pouco mais consciente dos riscos que corro.

 Pois saiba que os pontos em minha barriga cicatrizarão, mas os do meu coração... talvez não.


 




terça-feira, setembro 13, 2011

 Liberdade, é disso que necessito agora. Liberdade desse sentimento, desse pensamento que insiste em permanecer presente em meu dia-a-dia!
 Me sentir livre não diz respeito à "jogar algo na cara" de alguém, ou mostrar que sou capaz de me sentir plena sem ti. Me sentir livre é gozar do meu amor próprio plenamente, sem interferências externas que me fazem desacreditar em tal cada vez mais...
 É assim que tem que ser.
 Recaídas? Elas fazem parte, mas a maior fraqueza eu não demonstrarei. Não existe mais tal possibilidade, não existe mais a chance de humilhar-me perante uma situação que só me trará triztezas e arrependimentos.
ACABOU! Game over pra você, meu caro.

terça-feira, setembro 06, 2011

 Em meio a tantos gostos, tantos estilos, tantas essências, tantas pessoas. Eu só enxergo você, to cansada desse clichê... isso só faz eu me perder!
 E tudo que eu mais queria me perder, é de alguém, que está perto mas está longe. Que se faz presente, mas se encontra ausente, quero me perder de você. Desse precisar!

segunda-feira, agosto 15, 2011



 Já perdi as contas de quantas vezes vi essas fotos, de quantas vezes ouvi aquela música que me leva de volta à aquela noite, quantas vezes lembrei-me daquele dia que não passa de um quinzena, mas parece ter passado uma eternidade. Tudo porque você não está mais aqui, eu errei tanto, me apeguei tanto, esperei tanto. Mas foi tudo tão inevitável, você se tornou inexplicavelmente inevitável para mim.
 Nunca havia tomado atitudes drásticas como as que tomei só para me sentir um pouco menos mal ao errar em plena madrugada, quando me embriago a fim de me sentir melhor mas acabo sentindo-me mais sozinha. Quando me esqueço que somos apenas amigos agora...
 E será que somos? E se eu não quiser isso? E se eu não quiser mais te ver? Sei que não vai ter jeito, aquele prédio é pequeno, mesmo sendo grande, essa cidade é muito pequena, mesmo sendo imensa. E o que eu sinto, sinto em dizer amigo, também é incalculavelmente gigante nesse momento.
 Hipérboles da minha vida, malditas! Quando insistem em aparecer, não suporto e desabo. Desabo sem ver, sem perceber que os que estão a minha volta percebem. É tudo tão demais que eu sinto medo, muito medo.
 Você não pode ouvir-me, nem vai ler-me e, a partir de agora, nem vai perceber-me... mais.

sábado, julho 30, 2011

 Por favor, não faça isso agora. Não amoleça meu coração! Estava tudo tão cômodo nesse gelo em que o coloquei que havia me esquecido de como era sorrir sem perceber dessa maneira que sorrio agora. Frases bobas, mentiras bem contadas e mensagens fofas.
 Tá tudo errado, não era pra você aparecer nesse momento! E o mais errado é eu me importar com isso, afinal havia resolvido ser feliz e "sozinha" por tempo indeterminado, apenas vagabundando e me divertindo sem pensar no amanhã. Pensar no amanhã dá trabalho e você me lembrou disso...
 A decisão de seguir ou não com isso se detém a mim, mas que droga. Volta Paulinha, volta pra geladeira com esse maldito coração!

segunda-feira, julho 18, 2011

Depois que você fodeu toda a minha vida não consigo mais me abrir pra ninguém. São apenas beijos sem sentimento e noites de esbórnia mal dormidas insistindo em ser a menina mais fria e calculista do universo. 
Até quando isso vai durar? Pergunto-me seriamente, pois acho que nem a você eu consigo amar mais. Tornei-me egoísta e de um jeito estranho firo as pessoas, é claro que não chego aos pés de tudo que você me fez passar, mesmo assim não acho isso tudo digno.

Quem sou eu agora? Será que sou apenas “aquela depois de você”?