domingo, outubro 14, 2012


Desapego é um maldito vocábulo no qual ela nunca compreendeu a real essência. Perguntou-se por qual razão ou circunstância deter de tal significado e usá-lo para a vida parecia tão bom e seguro para as pessoas…

É bonito nunca se apegar? Não lembrar do cheiro, do gosto, do afago bom e, sem querer, sorrir? Bonito não sentir nada em nenhuma hipótese?

Perguntou-se também se alguém igualmente perguntava-se isso, pois todos – ou pelo menos a maioria – pareciam no fundo recusar-se a indagar sobre tal.

Assim a vida segue fria, os relacionamentos estão, cada dia mais e mais, bagunçados e banalizados. Em meio a esse turbilhão preferia crer que ainda existam pessoas que, mesmo deixando-se levar por alguns momentos, sempre retornam a essa reflexão.

Não é errado, não é feio, e até agora não está proibido sentir. Não está proibido ser quem você é só pelo fato dessa hipócrita sociedade desejar que sejas diferente!

O antigo ficou “over” e o legal agora é ser babaca.

Pediu então: sejamos peças de brechó, por favor? 


sábado, setembro 29, 2012


Por muito tempo achei que o pessimismo era uma espécie de abrigo perfeito para livrar-nos da decepção. Talvez não uma decepção no sentido estrito do vocábulo, mas da espera constante que o ser humano tende a ter do “mais”.
Tendi a achar que pessoas extremamente felizes e agradecidas eram chatas - de fato as que o fazem forçadamente são – e que não havia explicação para tal comportamento, afinal está sempre tudo ruim, tudo desmoronando, tudo tendendo ao pior por todos os lados.
Achei também, na minha desproposital ingenuidade, que talvez um mal humor diário pudesse deter um lado protetivo e desconectado de fatos/coisas/pessoas que me causassem sequer um ínfimo incômodo.
Venho dizer que esqueça. Esqueça tudo que pensei, esqueça tudo o que achou até agora e reflita. O que há de ruim em se abrir? O que há de mal em escolher sorrir ao invés de manter uma rotina reclamante e pesada? A resposta já imprimo antes de tal reflexão: não há nada.
Mas o mesmo comodismo ou medo que nos fez distanciar de determinadas sensações nos leva a pensar o contrário. Quer saber, volto a dizer: es-que-ça. “Proteja-se quem puder” uma ova!
Bizarro o que acontece em nossas vidas quando nos voltamos para nós mesmos numa simples reflexão e nos deparamos com o quanto há pra agradecer, o quanto há pra estar bem, o quanto há pra sorrir e nos deliciar com pequenos momentos que, antiteticamente, se mostram efêmeros porém eternos.
Presta atenção nessa rotina, presta atenção nessa tua vida. Achegue-se as pessoas agora, deixa fluir o que, a muito tempo, há guardado aí neste momento. A vida é um sopro e não falo do novo documentário sobre a vida e obra de Niemeyer. Reparei que nos esquecemos que tais clichês podem ter bastante utilidade. Tratando de toda essa efemeridade, posso afirmar que o que reverbera são os sentimentos verdadeiros, sejam ruins ou bons.
Vai lá, experimenta dirigir sua atenção a tais coisas, vai!

quinta-feira, maio 17, 2012


Foi naquela noite de meia embriaguez, tranquei-me no quarto escuro, rock’n roll no último volume, me debrucei a escrever a fim de curar.
O que há no mundo que cure? O que há no mundo que supra esse vazio aqui?
Percebi ter procurado nos lugares errados.
Não é no mundo, não é lá fora, é aqui dentro, bem incrustado em mim.
No fundo eu sabia. Era eu que desejava, era eu que deixava, que tudo havia chegado nesse ponto por culpa minha também.
Eu mesma me tranquei e joguei as chaves fora, no desespero de achar ser esta a chance de ser minimamente feliz.
Amigo, desculpe.
Estou indo lá buscar as chaves, estou indo lá me desfazer disso tudo que só nos faz mal.
Ande com a sua vida, com seu pseudo-relacionamento, com a sua pseudo-felicidade, ande!
Eu vou estar aqui, sou a mesma, porém feliz de verdade.


sábado, março 10, 2012

Quando me encontrei comigo, eu estava de passagem. Gostei tanto de quem conheci que resolvi andar junto, lado a lado, dentro.Eu introjetei em mim aquela pessoa que, finalmente, não estava mais vivendo levianamente, mas participando verdadeiramente da realidade. Foi estando muito lúcida que pude me embriagar de arte e deixar minha imaginação inventar os caminhos que ela trilharia. Conheci paisagens, às vezes, muito familiares, mas o meu olhar era inédito.
Não sou mais imediatista quando me faço companhia, pois essa nova pessoa respeita o seu próprio tempo.Por isso, também é preciso evitar alguns lugares, pessoas, antigos hábitos e pensamentos.
O passado só me cabe para servir como base para o que tenho me tornado. Cada dia eu amanheço numa página em branco e vou dormir numa outra cheia de coisas que escrevi e vivenciei. A única garantia é que nem sempre encontro o que procuro, mas sempre busco o estado e o lugar mais confortáveis para mim. Eu mereço experienciar esta fascinação pela vida e a liberdade de ser exuberante e transformar o chão em céu, o mar em útero, meu corpo em Templo. Respeito os que vivem de outro modo, porque meu caminho não é o certo nem o único, é o que eu escolhi para mim quando lancei mão do meu livre arbítrio.
E nasci apaixonada pelo amor, mas só agora, me fazendo companhia, é que ele deixou de ser uma palavra para se tornar uma experiência. Sou muito grata por estar na esquina aonde eu estava passando e por ter me dado a mão…Caminhamos juntas: eu comigo mesma!
(Marla de Queiroz)

domingo, fevereiro 26, 2012

Parece que foi ontem, que você parou o carro lá em baixo e veio me encontrar.
Parece que foi ontem que você me abraçou e quase chorou, que eu te consolei e você me confortou.
Parece que foi ontem a felicidade que eu senti,  vc estava ali.
Parece que foi ontem, parece...


domingo, fevereiro 05, 2012

-Como foi? 

-Como se todas as minhas esperanças tivessem ido embora. 

Eu que estava ali, só.

domingo, janeiro 01, 2012

Só pq isso tudo me faz acreditar no amor...




"Love is old, love is new, love is all, love is you!"

quarta-feira, dezembro 28, 2011

  Um trecho da Bíblia tem praticamente me “perseguido” esses dias. O apóstolo Paulo disse que “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

  Tal descrição para mim é a mais profunda do que podemos realmente chamar de amor. E se engana quem pensa que ele só acontece entre um homem e uma mulher que se desejam. O amor pode nascer, por exemplo, com uma amizade. É o que eu considero ter de ti nesse momento, um passo de cada vez. “Tudo a seu tempo”, estranhamente essa frase não me causa mais náuseas como antigamente.
  
  Esse é um daqueles momentos em que eu choro. Sim, eu choro e redijo mais um texto inútil no qual apenas servirá para extravasar minhas emoções mais contidas. O que é estranho dessa vez é que choro de alegria, uma felicidade radiante por Deus ter me dado a dádiva de ter tido você em minha vida.
  
  Essa vida que já era tão amarga pra mim... Sei que Ele o colocou nela pra mostrar-me como eu havia me esquecido das pessoas, como eu havia me esquecido das coisas simples, como eu havia me esquecido do que significa o amor!
  
  Meu desejo é que Ele também tenha feito isso por mais algum motivo.
  
  Conversando com uma amiga chegamos a uma conclusão batida: só quem realmente vive a situação pode saber como é. Ela só pode ser sentida, ela não pode ser descrita...
  
  Por tal motivo minhas dúzias de palavras aqui soarão como apenas simples fatos, desejos, ou sonhos para quem as lê. Nunca como a expressão verídica dos sentimentos!
  
  Não mentirei, tenho um medo que cresce aqui como um monstro. É o medo do que será amanhã, medo que esse mundo perfeito desmorone...
  
  Mas o que seria da vida se o mundo não nos pregasse essas surpresas? Se o mundo não desmentisse nossas verdades absolutas? O mundo é divertido.
  
  Ah, ele! Quando ele sorri desarmado, limitado e impotente, para todas as minhas dúvidas, inconstâncias e chatices, eu sei que é daquele sorriso que minha alma precisa. Ele não faz muito por minha angústia existencial, até por não saber dela. E consegue tudo de mim. Consegue até o que ninguém nunca conseguiu: deixar-me leve. Sabe rir mole de bobeira? Sabe dançar idiota de alegria? Sabe dormir gemendo de saudade? Sabe tomar banho sorrindo para sua pele? Sabe cantar bem alto para o mundo entender? Sabe se achar bonita mesmo de pijama e olheiras? Sabe não aguentar?
  
  Ele consegue fazer com que eu me perdoe por apenas viver sem questionar tanto. São essas coisas bobas a que eu me referia. Ele me ensinou que a vida pode ser simples sim e é ÚNICO por isso.




sábado, dezembro 10, 2011

 Preciso contar, pois a esperança de estar sendo feliz de verdade pela primeira vez bateu em minha porta! Bateu sem avisar, assim de repente.
 Mas o que será da gente? Mas o que será de todas essas expectativas mútuas? Não posso saber, a insegurança me acomete.
 Medo? Estou atolada dele até o pescoço. Querer? Eu quero é muito essa sensação, eu quero é muito o que eu sou COM VOCÊ!
 Frio na barriga. E é bom!


quarta-feira, novembro 30, 2011

  Quando o coração bate aflito e aperta mesmo depois de tantas histórias, tantas dores de cabeça propositais com outros amantes (...) é amigo, isso tem um nome.
  Nome este, que me recuso a aceitar, me recuso até a pronunciar.
  Você não faz ideia do quanto dói, e ainda vai doer, vai doer, vai doer, vai doer...
  Tento torcer ao menos que doa o tempo necessário para você não aparecer com um belo sorriso no rosto e de mãos dadas com alguém que realmente importe para ti.
  Eu nunca fui parte integrante da sua vida, pelo jeito nunca vou ser. Mas tu foi da minha, AH E COMO FOI!
  Posso confessar? Ainda dá pra sentir o seu cheiro no meu cobertor, na minha cabeça ele nunca vai cheirar igual depois de você.
  Na minha mente, nada será tão divertido, novo, emocionante, fascinante, lindo como quando foi com você.
  Mas que besteira a minha, analiso a minha própria fraqueza com exímio cuidado. Pena que não tenho o mesmo cuidado de tornar esta o meu ponto forte.
  Não há como proceder com você por perto, não há como bolar planos infalíveis com você aqui.
  Saia, afaste-se! Me deixe só, como estás acostumado a fazer...



domingo, outubro 30, 2011

 E a tristeza que bate e abate, o vazio que vem e invade. Noite fria, madrugada triste. Dia raiou, a máscara da felicidade em minha cabeceira está posta. Até quando suportarei de pé? Não se sabe. Só sabe-se que a esperança em minhas entranhas é o que me mantém, é o suposto combustível para permanecer na ilusão, então.
 -Não saia por essa porta, disse em silêncio. -Não saia, gritando para dentro. Temo não se repetir essa alegria momentânea que mais vale por todas as alegrias eternas, internas, ternas...
 Que pare o tempo, que passe a vida. Que fique aqui, só aqui!

sexta-feira, setembro 30, 2011



Triste é saber que me encontro infeliz sabendo que visivelmente não faço falta alguma para ti. Mas quer saber o que é mais triste do que isso?

 É saber que quando eu voltar e você me der um abraço, me fazer aquele tipo de perguntas mínimas de consideração como "me conte o que aconteceu?" ou "pq vc sumiu tanto tempo?" eu me despirei desse sentimento de tristeza pra dar lugar, de novo, a uma maldita esperança.

 Inevitável, ridículo... saber que acabou (ou que nem começou), mas querer dar importância, querer fantasiar algo que NÃO VAI ACONTECER.

 Não tenho forças, estou presa a isso. Pelo menos declarar expressamente minha idiotice me faz sentir um pouco mais sóbria, um pouco mais consciente dos riscos que corro.

 Pois saiba que os pontos em minha barriga cicatrizarão, mas os do meu coração... talvez não.


 




terça-feira, setembro 13, 2011

 Liberdade, é disso que necessito agora. Liberdade desse sentimento, desse pensamento que insiste em permanecer presente em meu dia-a-dia!
 Me sentir livre não diz respeito à "jogar algo na cara" de alguém, ou mostrar que sou capaz de me sentir plena sem ti. Me sentir livre é gozar do meu amor próprio plenamente, sem interferências externas que me fazem desacreditar em tal cada vez mais...
 É assim que tem que ser.
 Recaídas? Elas fazem parte, mas a maior fraqueza eu não demonstrarei. Não existe mais tal possibilidade, não existe mais a chance de humilhar-me perante uma situação que só me trará triztezas e arrependimentos.
ACABOU! Game over pra você, meu caro.

terça-feira, setembro 06, 2011

 Em meio a tantos gostos, tantos estilos, tantas essências, tantas pessoas. Eu só enxergo você, to cansada desse clichê... isso só faz eu me perder!
 E tudo que eu mais queria me perder, é de alguém, que está perto mas está longe. Que se faz presente, mas se encontra ausente, quero me perder de você. Desse precisar!

segunda-feira, agosto 15, 2011



 Já perdi as contas de quantas vezes vi essas fotos, de quantas vezes ouvi aquela música que me leva de volta à aquela noite, quantas vezes lembrei-me daquele dia que não passa de um quinzena, mas parece ter passado uma eternidade. Tudo porque você não está mais aqui, eu errei tanto, me apeguei tanto, esperei tanto. Mas foi tudo tão inevitável, você se tornou inexplicavelmente inevitável para mim.
 Nunca havia tomado atitudes drásticas como as que tomei só para me sentir um pouco menos mal ao errar em plena madrugada, quando me embriago a fim de me sentir melhor mas acabo sentindo-me mais sozinha. Quando me esqueço que somos apenas amigos agora...
 E será que somos? E se eu não quiser isso? E se eu não quiser mais te ver? Sei que não vai ter jeito, aquele prédio é pequeno, mesmo sendo grande, essa cidade é muito pequena, mesmo sendo imensa. E o que eu sinto, sinto em dizer amigo, também é incalculavelmente gigante nesse momento.
 Hipérboles da minha vida, malditas! Quando insistem em aparecer, não suporto e desabo. Desabo sem ver, sem perceber que os que estão a minha volta percebem. É tudo tão demais que eu sinto medo, muito medo.
 Você não pode ouvir-me, nem vai ler-me e, a partir de agora, nem vai perceber-me... mais.

sábado, julho 30, 2011

 Por favor, não faça isso agora. Não amoleça meu coração! Estava tudo tão cômodo nesse gelo em que o coloquei que havia me esquecido de como era sorrir sem perceber dessa maneira que sorrio agora. Frases bobas, mentiras bem contadas e mensagens fofas.
 Tá tudo errado, não era pra você aparecer nesse momento! E o mais errado é eu me importar com isso, afinal havia resolvido ser feliz e "sozinha" por tempo indeterminado, apenas vagabundando e me divertindo sem pensar no amanhã. Pensar no amanhã dá trabalho e você me lembrou disso...
 A decisão de seguir ou não com isso se detém a mim, mas que droga. Volta Paulinha, volta pra geladeira com esse maldito coração!

segunda-feira, julho 18, 2011

Depois que você fodeu toda a minha vida não consigo mais me abrir pra ninguém. São apenas beijos sem sentimento e noites de esbórnia mal dormidas insistindo em ser a menina mais fria e calculista do universo. 
Até quando isso vai durar? Pergunto-me seriamente, pois acho que nem a você eu consigo amar mais. Tornei-me egoísta e de um jeito estranho firo as pessoas, é claro que não chego aos pés de tudo que você me fez passar, mesmo assim não acho isso tudo digno.

Quem sou eu agora? Será que sou apenas “aquela depois de você”?


sábado, junho 25, 2011

Pegar minhas malas, ir morar em outra cidade. Começar a estudar que nem uma louca, conhecer pessoas novas. Me conhecer!

Eu só tenho a te agradecer. Sim! Pois se não fosse você ter provocado a maior desilusão da minha vida até agora, não ia querer mudar. Não ia querer começar tudo do zero, pra quê? Se tudo era tão bom e perfeito...

A ferida ainda permanece aberta, pois os planos de renovação ainda estão em parte no papel. Quando os mesmos se concluírem espero que ela seque. Espero que essa dor dê lugar ao sentimento que eu tinha antes de te conhecer, pois apesar de nunca ter tido sorte em relacionamentos eu ainda mantinha uma insistente esperança. Ela era meu impulso, meu apoio pra continuar.

Hoje vejo que o único apoio em que posso me firmar se chama Deus. E Ele já me mostrou que NADA é impossível. Minha simples condição de humana e fraca me detém a ainda me permitir a pensar em planos que, eu sei, nunca serão realizados. Isso dói, mas vai passar.

Quero poder te ver como uma lembrança boa, um aprendizado. Não quero me arrepender, quero me surpreender com a minha “volta por cima”. Quero poder rir disso tudo um dia com meus amigos e dizer: - Pois é. Agora estou feliz em outro lugar, com outra pessoa.


segunda-feira, junho 13, 2011

Descobri que não necessito de ninguém, esse negócio de precisar de outra pessoa pra “sobreviver” ou pra ser minimamente feliz é pra quem ainda não entendeu seu próprio valor.

Aquela dor, pra que senti-la se posso ser feliz assim? Comigo. Sim, comigo mesma.

Amando-me mais a cada dia e pensando em crescer de todas as formas possíveis. Sentindo-me plena com minhas próprias realizações, as que me orgulharei com razão.

Olhando o futuro como o sucesso que alcançarei com o trabalho de hoje e com as bênçãos de Deus em minha vida.


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sexta-feira, maio 27, 2011

Durma, durma em paz. Mesmo sabendo que não se depara mais com esse dia que tanto faz! :)